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RJ Transplantes deve bater novo recorde de doação de órgãos em 2023

13/09/2023

Mais vidas serão renovadas este ano com o RJ Transplantes, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ): o programa deve superar o recorde de doação de órgãos e transplantes realizados em 2023. De janeiro a agosto deste ano já foram feitas 856 notificações, sendo 361 transplantes de córnea, 20 transplantes de coração, 195 de fígado, 306 de rim e 4 de pulmão. Além desses, obtiveram também sucesso os seguintes procedimentos, em modalidade dupla ou tripla: 3 transplantes coração+rim, 2 de figado+rim, 3 de rim+pâncreas e 1 multivisceral com fígado, pâncreas e intestino para o mesmo receptor. Uma única doação pode levar à captação de mais de um órgão.

Os bons números fortalecem a atuação do programa estadual, que alcançou recorde de doação de órgãos e transplantes realizados em 2022. Os números foram os maiores da série histórica, iniciada em 2010, quando o programa foi criado. Após o recuo por conta da pandemia de Covid-19 em 2021, ocorreram, em 2022, 1.152 notificações de possíveis doadores, 349 doações e 2.650 transplantes.

O trabalho de excelência das equipes na capacitação das Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), que funcionam dentro das unidades de saúde, contribuíram para a boa performance. Atualmente, 86 comissões atuam em conjunto com o RJ Transplantes.

As doações de órgãos no Brasil ocorrem de forma solidária e dependem do “sim” dos familiares. Levantamento da Central Estadual de Transplantes aponta ainda que o número de negativas, ou seja, quando as famílias informam que não desejam doar o órgão do familiar, vem caindo ano a ano. Em 2015, essa taxa foi de 43%. Em 2022, ficou em 35% das entrevistas realizadas. No primeiro bimestre de 2023, a taxa foi de 33%.

Para melhorar as condições do transplante no estado do Rio, a SES-RJ tem investido na melhoria da prestação de serviços. Em 2021, disponibilizou um helicóptero exclusivo para o transporte dos órgãos. A medida agiliza o processo, que, para ser bem-sucedido, trava uma luta contra o tempo. Em 2 anos de atuação, o helicóptero da Superintendência de Operações Aéreas (SOAer) transportou mais de 367 órgãos para transplante.

Como funciona
A Central Estadual de Transplantes é a estrutura física onde são executadas as ações relativas ao RJ Transplantes. A Central fiscaliza e atua em todo o processo de doação e transplantes de órgãos. Além de receber as notificações de morte encefálica de todo o Estado do Rio de Janeiro e organizar a cadeia de procedimentos até a doação efetiva de um órgão, a Central Estadual de Transplantes fiscaliza e coordena as inscrições de receptores, órgãos e hospitais transplantadores, que são inseridos em um software do Ministério da Saúde. Havendo uma doação efetiva, a Central faz a distribuição dos órgãos de acordo com os critérios estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.

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