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Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro faz concerto em homenagem ao Setembro Verde nas escadarias do Theatro Municipal

16/09/2021

 

Nesta quarta-feira (15/09) a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Fundação Saúde (FS), por meio do Programa Estadual de Transplantes (PET), promoveu um concerto gratuito no Centro da cidade do Rio para chamar atenção da população para a importância da doação de órgãos. A apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ) aconteceu nas escadarias do Theatro Municipal. Centenas de pessoas pararam para assistir aos 55 jovens concertistas, com idade entre 15 e 26 anos. A apresentação incluiu clássicos e MPB. Entre as peças, foram executadas “As Bachianas”, de Heitor Villa-Lobos, “Libertango”, de Astor Piazzola, “Carinhoso”, de Pixinguinha, “Feira de Mangaio”, de Sivuca e Glorinha Gadelha, e “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso.

 

Durante todo o mês, para incentivar e divulgar o Setembro Verde, a SES, a FS e o PET estão promovendo eventos que fortaleçam a mensagem junto à população. O primeiro ato foi iluminar o Cristo Redentor. No dia 2, o principal símbolo do país, foi colorido de verde. Depois foi a vez do Palácio Tiradentes, antiga sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, e agora, dias 14 e 15, a Câmara dos Vereadores. No dia 27 será celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos.

 

- O Rio de Janeiro é o terceiro estado que mais faz transplantes no país, atrás apenas do Paraná e de São Paulo. Vamos continuar investindo para avançar e melhorar ainda mais este cenário, credenciando mais centros transplantadores, estimulando as universidades a realizarem transplantes e aperfeiçoando todo o sistema de captação para que possamos captar o maior número de órgãos possível – afirma o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.

- Falar de transplante é falar de tratamento para pessoas que tenham doenças crônicas, pessoas que estão sofrendo. Por isso, a doação de órgãos é tão importante e ajuda tanto as pessoas. Basta avisar os familiares sobre o desejo de ser um doador. Doar é um ato de compaixão – explica o diretor geral do Programa Estadual de Transplantes, Alexandre Cauduro.

 

Música emocionou quem passava pela Cinelândia

 

Paulo José Botelho, o mestre Paulinho, diretor campeão da bateria da Beija-Flor e Vila Isabel e que também comandou as baterias da Viradouro e Caprichosos de Pilares, tinha ido ao médico e ao ouvir as canções executadas pela Orquestra e o motivo da apresentação fez questão de saudar os representantes do PET e os músicos.

 

- Eu estava passando por aqui e tive essa surpresa. Sou amante da música e a ação é muito legal. Claro, vim aqui parabenizar – conta ele.

 

PET é referência na captação de órgãos no Brasil

 

Criado em 2010, o Programa Estadual de Transplantes (PET) realiza a captação de coração, fígado, rim, pâncreas, pulmão, pele, córnea, etc. Em 11 anos, o programa foi responsável pela renovação da vida de mais de 6.900 pessoas por meio de transplantes de órgãos sólidos (categoria que engloba os transplantes de fígado, pulmão, intestino, rim, pâncreas e coração) e recuperou a saúde de inúmeros pacientes com transplantes de ossos, ligamentos e pele.

 

Em 2020, 1074 transplantes foram efetuados, sendo 376 córneas e 698 de órgãos sólidos, sendo 22 de coração; 270 de fígado; 384 de rins; além de um transplante simultâneo de coração e rim; 10 de rim e fígado; e 12 de rim e pâncreas. O Estado do Rio ocupa o 3º lugar em número absoluto de doadores no ranking do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

 

De janeiro a julho de 2021, foram realizados 748 transplantes de órgãos, sendo 346 córneas transplantadas, 14 corações transplantados, 157 fígados, 220 rins; além de 9 cirurgias simultâneas de rins e pâncreas, 1 simultânea rim e coração, 2 simultâneas rim e fígado, 1 transplante triplo de rim, fígado e coração e uma multivisceral (fígado, pâncreas e intestino transplantados simultaneamente) e um transplante paratireóide.

 

Depois de 15 anos, o estado do Rio de Janeiro voltou a realizar transplante de pulmão. A Secretaria de Estado de Saúde habilitou a equipe do Instituto Nacional de Cardiologia para a cirurgia, possibilitando que o Rio de Janeiro passasse a ser o terceiro estado do país a realizar esse tipo de transplante.

Para se tornar um doador, em primeiro lugar, é preciso que a pessoa expresse o desejo de doar junto à família e aos mais próximos. O transplante é um ato que precisa de consentimento.

 

- É o ato de solidariedade, capaz de renovar a vida de alguém, também pode ser extremamente importante num momento de tristeza, para a família do doador. Saber que está salvando a vida de alguém pode ajudar a diminuir a nossa dor e a dor dos familiares – acrescenta Chieppe.

 

A OSJRJ

 

A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ) é formada por 55 jovens de 15 a 26 anos. A maioria deles é morador de comunidades carentes do Rio de Janeiro e alguns em situação de vulnerabilidade social. Por meio da música, podem renascer e superar as condições em que vivem, transformando o futuro.

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